Salar de Uyuni, Bolívia

Salar de Uyuni, Bolívia

O salar de Uyuni (pronunciam “Uiuní”) é certamente um dos lugares mais bonitos do mundo onde você tem que pisar uma vez na vida.

Salar de Uyuni é o maior do mundo com 10.582 km² de acordo com a Wikipedia. É formado como resultado de várias transformações em lagos pré-históricos. Ele é coberto por uma camada de alguns metros de sal o que gera uma planície extraordinária com variação de altitude média de apenas 1 metro em toda sua área. A crosta serve como fonte de sal e fica sobre uma camada de salmoura rica em lítio. Nela contém em torno de 50 a 70% de toda a reserva mundial de lítio.

Tem duas épocas do ano para visitar o salar com duas paisagens totalmente diferentes. Durante a estação de seca, quando se forma uma camada árida branca de sal, toda rachada em grandes hexágonos e durante a época de chuva (dez-abr) quando forma o famoso efeito espelho de onde essas fotos fodásticas foram tiradas. Os melhores momentos do dia são logicamente durante o amanhecer e durante o anoitecer.

Em algum lugar em Potosí.

A gente escolheu uma viagem de 2 dias bate-e-volta desde São Pedro de Atacama, mas normalmente, é oferecido um passeio de 4 dias. Nós não tínhamos muito tempo, entAo escolhemos a mais curinha mesmo. Envolve um busão de São Pedro até a fronteira. Então você toma uma carimbada no passaporte e pula pra dentro de uma 4×4. É all-inclusive, mas não espere nenhum luxo. O caminho de volta é pelo mesmo percurso, o que difere da viagem de 4 dias que é pelo parque nacional.

O asfalto acaba na fronteira. Daí você senta e relaxa sacudindo por horas e horas numa estrada de chão batido. Você se acostuma com a viagem logo após o cérebro descolar da massa cinzenta. Mas veja, as paisagens são muito fodas.

Potosi, Bolívia. Apenas a alguns quilômetros da fronteira com o Chile.

Em uma das paradas está o Valle de Rocas. Ele se formaram provavelmente da erupção do vulcão ali próximo, resfriando rapidamente há zilhões de anos quando supostamente tudo era cheio de água. As pedras têm formatos orgânicos e cheias de rachaduras. Muito bonito.

Valle de Rocas

Também durante a viagem você dá mais uma paradinha no Cânion da Anaconda. Dá uma caminhadinha por cima de umas pedras estreitas para subir até um belvedère (mirante) natural, o Mirador de Alota. Na Bolívia as pessoas não dão muita bola para segurança como no Chile. Então, tenha cuidado. Ninguém tá nem aí se você corre o risco de despencar pedra abaixo.

Cânion de Anaconda (Mirador de Cañon de Alota)

Continuando, depois de algumas várias horas na estradinha, você finalmente chega à cidadezinha de Uyuni. Lá nos deram um lanche e já fomos para o Salar. Fica ligado, no meio do caminho tem uns mercadinhos de artesanato. Peça ao motora para ignorá-los e seguir. Você não viajou esse caminho todo para ficar gastando tempo com essas porras e perder o anoitecer no salar. Você sai de São Pedro de Atacama no chile antes de amanhecer e chega a Uyuni por volta das 4, 5 da tarde. Tempo é ouro aqui.

Finalmente o salar de Uyuni. Olha. Essa. Porra.

Senta – ou não – e relaxa. Aproveite a vista. Esse negócio é infinito, gigante. Você pode meter os pés na água. Sem problemas. Seca rapidamente deixando uma bela crosta branca de sal na pele. Dá nada.

Uyuni

Lá no meio do salar tem um hotel chamado Hotel de Sal. Ele é parcialmente feito de sal e você pode passar a noite lá, embora eu não creio que queira. Ele é bem toscão rústico. Existem outros bem melhores na entrada do salar. Acredite em mim.

Fina camada de água e hotel ao fundo.

Probably related to the chemistry of lithium, the salt flakes that are floating all around the salar have this square shape.

Deve ser algo relacinado à química do lítio, os flocos de sal vêm boiando pelo salar todo e têm essa forma paralelepipédica quadradinha.

Floquinhos de sal.

E então chega o anoitecer. É hora de partir.

Sunset no lago

Onde fica isso? Na bolívia, é claro!

Dá pra chegar lá de avião voando diretamente para UYU, de carro desde Cochabamba mais ao norte da Bolívia (pavimentado) ou de San Pedro de Atacama (não pavimentado) como fizemos.

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